Há muito tempo não lia um thriller policial e me decidi pela leitura de A Garota no Gelo, do inglês Robert Bryndza, que estava à espera em minha estante. Foi uma ótima decisão, pois trata-se de uma viciante obra de suspense policial, onde o autor lança a personagem detetive Erika Foster, figura central de uma bem sucedida série de outros livros a partir deste.
Uma jovem e bela mulher é encontrada num lago congelado nos arredores de Londres, dando a partida para esta maratona investigativa que nos reserva muitas surpresas e ação.
O tráfico de influências se faz presente de forma vigorosa. E o poder medido por dinheiro, atuação política e posição social emoldura esta trama ágil e fluída, com reviravoltas eletrizantes que surpreendem até a protagonista, pessoa sofrida pelo fantasma e a dor de um trauma pessoal causado pela criminalidade.
A narrativa de ritmo vertiginoso, espalha na mente do leitor uma série de pistas irreais e personagens incógnitas que o levam para longe do desfecho, impondo assim muito mistério e exercícios de lógica na mente de quem lê.
Desafiada e colocada em dúvida por pessoas poderosas, maléficas e influentes, Erika passa por mentirosa e descontrolada. Sua forte personalidade a leva a exageros comportamentais, mas também cativa e capitaliza respeito e consideração junto a membros de sua equipe.
Apesar dos muitos clichês de histórias policiais, o livro é bastante pegajoso e agrada também pela exploração - às vezes exagerada - do luto de um personagem, da bondade de outro e da perspicácia de mais outro. São personagens desenvolvidos de maneira sensata, com um criminoso absolutamente insuspeito.
Um ótimo entretenimento para quem gosta do gênero.
Valdemir Martins
19.07.2026
Fotos: 1. Capa do livro; 2. A garota congelada no lago; 3. O celular encontrado no esgoto; 4. O pub mal frequentado; 5. O autor Robert Bryndza.





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